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quinta-feira, 11 de abril de 2013

As Crônicas de Nárnia: O Sobrinho do Mago - C. S. Lewis


"Ousado aventureiro, decida de uma vez:
Faça o sino vibrar e aguarde o perigo
Ou acabe louco de tanto pensar:
'Se eu tivesse tocado, o que teria acontecido?"



Este é o primeiro livro na ordem cronológica, apesar de ter sido um dos últimos a ser publicado, narra a história da criação de Nárnia.

Esta não foi a primeira vez que li, nem a segunda... Simplesmente sou apaixonada por este livro (como todos os outros, mas este é meio que especial, não favorito, especial).

A história começa quando Digory e Polly, dois amigos que moram em Londres vão parar, sem querer, no quarto de André, tio de Digory. Ele é um tipico velho rabugento e antipático, mas que diferente dos outros senhores solteiros da cidade, guarda uma penca de segredos. Ele é um feiticeiro, não daqueles profissionais, na verdade tio André é um desastre quando se trata de feitiçaria, mas mesmo assim ele não deixa de ser perigoso. Objetivado a ultrapassar a fronteira das dimensões (tema do qual ele não sabe praticamente nada), o quase-mago cria uma porção de anéis mágicos que podem levar quem os toca em uma vigem através dos muitos mundos (tanto que em alguns países o nome do livro é Os anéis mágicos). E é assim que Polly e Digory vão parar (obrigados) no Bosque entre Dois Mundos, lugar a partir do qual podem visitar qualquer reino que quiserem. E é em uma destas visitas que despertam Jadis, esta uma Feiticeira de Verdade com V maiúsculo. Para quem conhece a série, Jadis mais para a frente ficará conhecida como A Feiticeira Branca. Bem, esta mulher exuberante que é, que destruiu seu próprio mundo, agora deseja tomar o reino das crianças que a despertaram.
Por pura falta de sorte, ou apenas por força do destino, Jadis consegue chegar à Londres, criando a maior algazarra na cidade, crendo que por ser uma das Grandes Rainhas de Charn, pode simplesmente passar a liderar nosso mundo.

E então eles (Polly, Digory, Jadis, tio André, um cavalo chamado Morango e seu Cocheiro) vão parar mais uma vez no Bosque Entre Dois Mundos, onde por acaso acabam entrando em um mundo desconhecido, onde não existe EXATAMENTE NADA. Um mundo ainda vazio. Mas do nada algo estranho começa a acontecer, uma canção lentamente chega aos ouvidos dos presentes, e aos poucos o mundo vai tomando vida. Cria-se as estrelas, as montanhas, o Sol, a relva, os rios, os animais... etc...etc... E eles presenciam tudo isso. Ah, e por acaso quem faz com que todo este mundo nasça, é um Leão - Aslam.


Por algumas circunstâncias, Digory descobre que aquela deve ser a Terra da Eterna Juventude, o que quer dizer que um fruto deste lugar pode curar sua mãe (que está a beira da morte). Tenta então conseguir este fruto, indo falar com o Leão, que ao invés disso dá ao garoto uma missão que salvará Nárnia (o nome da Terra que acabou de ser criada), pois mesmo com poucas horas de vida, o mau (Jadis, ou Feiticeira Branca) já penetrou no lugar.

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Nem preciso dizer que O Sobrinho do Mago é mágico, não é?
É incrível como as coisas se amarram durante a trama, como fatos que ficam meio por alto em O Leão, A Feiticeira e o Guarda-roupa, são explicados. Isso, que foi genial, já que foram dadas razões a acontecimentos já há muito tempo descritos.

Por ser uma terra ainda nova, Nárnia está florescendo em seus primeiros dias, o que torna tudo mais lindo de ser lido. Se uma moeda cai no chão, de lá nasce uma árvore de ouro... Se planta-se um puxa-puxa, nasce uma árvore de puxa-puxa... Se por acaso deixam na grama um pedaço de metal, surge então um esbelto e eternamente aceso Poste de Luz.

E como o guarda-roupa (que usarão futuramente) tem sua origem? Aah, essa é uma das minhas partes favoritas... É... Spoiler demais, não conto esta parte. ;)


Sobre o estilo da escrita. 
Nárnia foi escrito, primeiramente para um público mais infantil, ou seja, a leitura é muuito fácil. As descrições são bem comparativas e, o modo como Lewis se coloca no texto, sempre me fascina. Como se ele estivesse lá. 
O livro não é nada grande, são 98 páginas no volume único, e é algo que se lê sem se cansar, é algo sutil e delicado, leve.

Para quem gosta de fantasia, ou achou o filme (LFGR) legal, é muito recomendado que leia O Sobrinho do Mago, é fantástico saber como tudo começou. É recompensador..



A relação com o cristianismo está clara, como nas outras obras. A própria criação de Nárnia remete muito à Gênesis, na Bíblia. Bem como a citação da maçã (o que eu não deveria ter mencionado, já que tem a ver com o surgimento do guarda-roupa), que aparece na mesma parte da Escritura Sagrada.



Sobre o filme, o próximo a ser lançado (o que de acordo com leis idiotas estraga-prazeres só poderá acontecer depois de 2017 - mais sobre isso em próximos posts) será a adaptação de outro livro da série. Não se sabe ainda quando, ou em que lugar se posicionará OSM, do mesmo modo como elenco não foi definido.


Curiosidade:
*Narnia (atualmente Narni) é o nome de uma cidade na Itália, perto de Roma, a qual especula-se tenha se tornado uma referência para as crônicas. C. S. Lewis gostava de como o nome soava. 


Dados Importantes:
Título: As Crônicas de Nárnia: O Sobrinho do Mago
Autor: Clive Staples Lewis
Ano: 1955
Na ordem de publicação: 6º livro
Páginas: 98 (tende a variar)

Algumas outras edições e ilustrações>>

  
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Um pequeno Extra:
A cantora Brooke Fraser fez uma música chamada C. S. Lewis Song, que contém algumas citações do escritor e expressa, em um geral, sua filosofia.




2 comentários:

  1. Achei Nárnia meio viajado da primeira vez que li, aí entendi a relação com a Bíblia e ficou tudo mais claro haha. Não gostei muito de O sobrinho do mago (em comparação com os outros) mas admito que é bem interessante saber como tudo surgiu. Você tem o volume único ou as edições separadas? Esse último é bem caro (afinal, são vários livros) mas tão lindos <3

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    Respostas
    1. Tenho o volume único, mas estou 'ganhando' os volumes individuais aos poucos, eles são realmente muito caros, principalmente quando se trata daquela primeira versão (que é clássica). No meu caso, por enquanto só tenho 'O Príncipe Caspian', que está na versão com a capa do filme, extras e com um detalhe: todo em inglês.
      Quando ao livro, quando você compreende de onde surgiu a história, e qual foi a referência, realmente alguns fatos antes meio que suspensos passam a fazer mais sentido.
      kss ^.~
      Rafa.

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